Publicado el: Sab, Jul 18th, 2015

Maduro se molesta con Rousseff por recibir a Granger y se va antes de tiempo de Brasil

Enojado por el tratamiento dado por la presidenta Dilma Rousseff a su par guyanés, David Granger, el presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, se fue temprano de la cumbre de jefes de Estado del Mercosur, reseña O Globo.

La delegación venezolana no se presentó al almuerzo que ofrecería el anfitrión este viernes, después de escuchar las declaraciones de Granger sobre lo que él llama “las provocaciones de Caracas”, en torno a la disputa fronteriza del Esequibo.

Todo comenzó cuando Dilma recibió a David Granger en una reunión bilateral, justo antes de la cumbre. Maduro llegó temprano y trató de unirse a la conversación, sin embargo la presidenta brasileña no autorizó su entrada.

Durante la reunión entre Dilma y Granger, el presidente de Guyana solicitó el apoyo de Brasil para mediar en una solución pacífica y Dilma aceptó.

La nota completa en portugués en O Globo es esta:

Irritado com o tratamento dispensado pela presidente Dilma Rousseff ao colega da Guiana, David Granger, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, saiu mais cedo da reunião de cúpula de chefes de Estado do Mercosul. A delegação venezuelana abandonou o almoço que seria oferecido pela anfitriã, nesta sexta-feira, após ouvir as declarações de Granger a respeito do que ele chamou de provocações de Caracas, que disputa com o país caribenho uma área fronteiriça denominada Esequibo.

Tudo começou quando Dilma recebia David Granger em um encontro bilateral, momentos antes da reunião de cúpula. Maduro chegou mais cedo e tentou participar da conversa. A presidente brasileira, porém, não autorizou sua entrada.

Durante o encontro entre Dilma e Granger, o presidente da Guiana pediu apoio do Brasil para mediar uma solução pacífica. Dilma aceitou. Mais tarde, enquanto o venezuelano evitou mencionar o assunto no discurso que fez na reunião de cúpula, Granger, que falou depois do venezuelano, fez questão de citar o conflito.

— O mundo inteiro já reconhece nossas fronteiras. A Guiana foi obstruída dentro do desenvolvimento de seu próprio território. Nossos vizinhos expulsaram uma de nossas embarcações petroleiras e nossa economia tem sido paralisada. Já temos provocações incansáveis há muitos anos — disse o presidente da Guiana.

Esequibo é uma zona marítima onde a americana Exxon Mobil descobriu uma importante reserva de petróleo. A expectativa é que Maduro, que participará da reunião de cúpula de presidentes do Mercosul, também converse sobre o tema com Dilma.

Estima-se que o projeto de exploração da Exxon ocorrerá em uma área, terrestre e marítima, de 159.500 quilômetros quadrados. A soberania do lugar é reclamada por Guiana e Venezuela. A fronteira entre os dois países foi delimitada no fim do século XIX.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com

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