Publicado el: Mar, Jun 16th, 2015

Senadores de Brasil llegarán a Caracas el 18 de junio para exigir libertad de presos políticos

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou nesta segunda-feira (15), em uma coletiva de imprensa, que viajará à Venezuela na próxima quinta (18), ao lado de outros senadores, para pressionar o governo do presidente Nicolás Maduro a libertar presos políticos e marcar eleições parlamentares. O senador tucano não divulgou a lista completa de congressistas que o acompanharão ao país sul-americano (assista ao vídeo).
O único integrante da comitiva confirmado por Aécio é o do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Segundo os dois senadores do PSDB, o grupo que irá à Venezuela é suprapartidário e inclui inclusive parlamentares da base governista.
Desde o ano passado, manifestações de opositores ao regime chavista deixaram 43 mortos na Venezuela. Outras 89 pessoas, incluindo políticos da oposição e manifestantes, foram presas acusadas de incitar a violência nos protestos e de conspirar contra o regime de Nicolás Maduro.
“Estaremos [Aécio e Aloyisio] liderando uma comissão especial de senadores que embarca na próxima quinta-feira com destino a Caracas, na Venezuela. Uma viagem política, de um lado, para manifestarmos a nossa absoluta solidariedade aos democratas da Venezuela, mas também humanística”, disse Aécio.
“Eu tenho dito que quando se fala de democracia e de liberdade não há que se respeitar fronteiras. Vamos, portanto, em um grupo suprapartidário, de forma absolutamente respeitosa, dizer que na nossa região o tempo do autoritarismo já passou”, complementou o tucano.
Questionado sobre se temia alguma reação contrária do governo venezuelano à visita do grupo, alegando uma possível “intromissão” do Senado brasileiro em um assunto interno do país sul-americano, Aécio negou e disse que “não há mais espaço para presos políticos” no mundo atual.
“Eu espero que o governo venezuelano entenda essa nossa ida como uma manifestação do Congresso brasileiro em nome da esmagadora maioria brasileira, em nome da democracia e da liberdade”, complementou o tucano.
“Nós estaremos na verdade suprindo com o nosso gesto a omissão do governo brasileiro em relação a essa questão. Não estamos falando de apoio a A ou B, estamos falando de respeito à democracia”, concluiu o senador.

O GLOBO DE BRASIL

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